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26/09/2017 11h46 - Atualizado em 26/09/2017 11h46
Cerimônia marca os oito anos do Parfor, projeto de formação de professores apoiado pela FADESP.
Da Redação
Portal FADESP
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Cerimônia marca os oito anos do Parfor, projeto de formação de professores apoiado pela FADESP.
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Reitor da UFPA, professor Emmanuel Tourinho, vice reitor Gilmar Pereira e coordenador do Parfor, professor Márcio Nascimento.

Uma grande mostra dos cursos de artes do Plano Nacional de Formação de Professores (Parfor) da Universidade Federal do Pará (UFPA) marcou a festa em comemoração aos oito anos do projeto na última sexta-feira (22), no Centro de Eventos Benedito Nunes, em Belém. O evento foi diferente dos tradicionais e envolveu toda a comunidade do Parfor em um verdadeiro espetáculo onde os professores da educação básica em formação foram os protagonistas.

Participaram do evento o reitor, professor Emmanuel Tourinho; o vice-reitor, professor Gilmar Pereira; os pró-reitores da universidade; o coordenador geral do Parfor UFPA, professor Márcio Nascimento; a coordenadora adjunta, professora Josenilda Maués; os coordenadores dos cursos do Parfor; professores da educação básica e alunos do Parfor de várias regiões do Estado. Também prestigiaram a cerimônia prefeitos e secretários de educação de vários municípios e personalidades que fizeram história ao longo desses anos no Parfor, como o ex-reitor Carlos Maneschy e o professor Licurgo Brito. O evento contou ainda com a presença do professor Marcelo Câmara, diretor de Educação Básica da Capes, em Brasília.

"A universidade toda se voltar em uma noite dessas pra comemorar a formação de professores é um fato muito raro. Mais ainda, a gente fazer uma mostra da produção dos nossos cursos de uma forma muito diferente: os alunos de Música, os alunos de Teatro e de Artes Visuais mostraram aquilo que as artes fazem dentro do Parfor", avaliou a professora Josenilda Maués, coordenadora adjunta do Parfor UFPA.

Espetáculo - Para o diretor do evento, o coordenador do curso de Licenciatura em Teatro do Parfor, professor Paulo Santana, a ideia foi justamente desfazer a estrutura tradicional e aproximar os convidados do público. "O Parfor trabalha fora dos muros da Universidade. Então, a nossa ideia foi romper com a estrutura 'academicista' da casa. A mesa, a forma de cantar o hino, a forma de chegar aos alunos. Então nós rompemos os muros, trouxemos os convidados para junto da plateia, dos nossos alunos, professores da imensidão da Amazônia e aí constituímos os ritos e mitos da região, que foram inovadores para festejar os oito anos do Parfor. Com essa mistura nós mostramos a força das artes no processo de formação do ser humano, a presença dela na educação, da formação de um ser para o futuro do amanhã", detalhou o diretor.

O espetáculo contou a apresentação da professora Maria Ludetana Araújo, coordenadora do curso de Pedagogia do Parfor UFPA. Sem a tradicional mesa de autoridades, a professora foi até os convidados, de uma maneira bem descontraída, ouvir o pronunciamento deles sobre o programa.

O hino nacional foi um dos pontos que emocionou o público com interpretação da professora Joelma Bezerra, que usando acessórios indígenas chorou ao declamar a letra. Outro atrativo da festa foi um vídeo contando a saga dos professores do Parfor em busca de formação, dirigido pelo professor Márcio Ponte.

Após esses momentos, tiveram início as apresentações dos alunos dos cursos de Licenciatura em Teatro e Música (sob a coordenação do professor José Maria Bezerra) dos municípios de Cametá, Moju e Portel. A cada cena os professores surpreenderam e animaram a plateia com seus números.

A professora Beatriz Barata, de 35 anos, mora em Cametá e é aluna da turma de Teatro/2015. Ela e os demais alunos da classe foram convidados para se apresentar na comemoração. "Minha experiência com o curso é a melhor possível, alcançou todas as minhas expectativas. O Parfor proporcionou uma mudança total na minha vida, cada disciplina é uma nova energia, tanto que nós viemos para essa apresentação na sessão comemorativa aos 8 anos. Fizemos essa apresentação em Cametá e fomos escolhidos", comemorou a aluna, que interprestou a "Mulher de Branco".

O curso de Artes Visuais, por meio da professora Isis Molinari, promoveu uma mostra do trabalho dos alunos. Uma exposição no hall no Centro de Eventos e no prédio da reitoria chamou atenção dos convidados. A exposição na reitoria segue até esta segunda-feira (25).

Para o reitor da UFPA, professor Emmanuel Tourinho, o Parfor inovou com a comemoração. "O que eu achei de muito positivo foi a participação de toda a comunidade envolvida com o Parfor. De um lado os alunos que participaram ativamente do evento e de outros os gestores, prefeitos, secretários, os professores, coordenadores, toda a comunidade presente, isso é muito positivo", afirmou.

"O Parfor é para a nossa administração um dos programas mais importantes pelo seu impacto social. Nós entendemos que é um programa que chega a todos os cantos do Pará, fazendo aquilo que é uma das coisas mais importantes que a universidade tem, que é impactar a qualidade da educação básica. Essa compreensão de que educação básica e educação superior andam juntas é muito importante para que as coisas andem certo no país", disse ainda o reitor.

Mudanças no Parfor - A partir de 2018 o Parfor deixará seu caráter emergencial, se tornando um programa fixo e passará a se chamar Profic (Programa de Formação Inicial Continuada para Professores da Educação Básica). A novidade foi informada pelo diretor de Educação Básica da Capes, em Brasília, professor Márcelo Câmara, em seu pronunciamento no evento. "Na prática vai mudar o modelo de gestão do Parfor, de recursos que agora vão diretamente para as instituições. Então isso vai dar uma melhor gestão de recursos, vai ser mais eficiente. Vai mudar em termos de propostas curriculares dos cursos, que eles vão precisar se adaptar. Pelo que percebi no Pará vocês já avançaram bastante, mas em outros lugares precisamos quebrar um pouco essa ideia de que o Parfor é uma copia da licenciatura... O Parfor tem que ter um projeto próprio, não são jovens, são professores que estão em sala de aula e essa experiência a deles tem que ser contemplada na formação", afirmou Câmara.

O diretor da Capes disse, ainda, que acompanha o Parfor UFPA e que o projeto serve de exemplo no Brasil. "Eu já venho acompanhando em termos de números, de produção, de qualidade, e acho que o Parfor na UFPA e no estado do Pará, em geral, serve de exemplo para todos os outros estados. O Pará tem uma penetração muito grande, consegue atingir um número enorme de municípios e isso é fantástico. Vinha acompanhando e agora – depois do evento - muita coisa ficou interessante, como a superação das dificuldades, pessoas que viagem, como estavam falando no filme, 15 horas, 24 horas para buscar formação, isso não tem preço", detalhou o diretor da Capes.

O professor Marcelo adiantou, ainda, que a Plataforma Freire deve abrir, no início de outubro, com novas inscrições para licenciatura e especialização. "Nossa ideia é começar com quatro especializações: Educação Infantil, em Alfabetização e Português e Matemática, e com o tempo esperamos que possamos ampliar para outras áreas."

Texto e fotos: Thaís Rezende - Assessoria de Comunicação do Parfor /UFPA

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